
Em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene nesta terça-feira (16).O evento foi um momento de homenagem a doadores de sangue e profissionais da saúde, além de ter promovido conscientização sobre o tema.
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“A falta de doadores resulta em atrasos em tratamentos cruciais, em adiamento de cirurgias e, sobretudo, em mortes de vítimas de acidentes e de complicações obstétricas que necessitam receber grandes volumes de sangue para sobreviver. Essas mortes são evitáveis e muitas delas são, de fato, evitadas cotidianamente pelos doadores”, enfatizou odeputado distrital Jorge Vianna (Democrata), autor da solenidade.
O parlamentar incentivou a doação de sangue e destacou que os doadores têm direito a benefícios, como folga remunerada e isenção de taxa de inscrição em concursos públicos .
O hematologista João Pitaluga Neto ressaltou que o sangue é mais do que um “complexo de hemácias, plaquetas e plasma”: “O sangue é a ponte entre o desespero de uma família e a esperança de melhora”, definiu. O médico também enalteceu os doadores: “Vocês são heróis anônimos. Vocês carregam em suas veias o remédio que nenhuma farmácia pode vender”.
Um dos doadores homenageados foi Marco Aurélio dos Santos. “Eu fiz 120 doações. Parei apenas porque tive câncer. Ao longo do tempo, organizei muitas campanhas e montei o projeto Rock na Veia, para incentivar as pessoas a doar sangue”, contou.
História
Ao longo da solenidade, participantes lembraram que a doação de sangue já foi remunerada no Brasil, o que prejudicava a segurança das transfusões. “Nos anos 1980, havia remuneração para doadores de sangue. Mas isso trazia a possibilidade de que o doador mentisse durante a triagem clínica, negando riscos de transmissão de doenças, vícios e uso de medicamentos”, explicou o presidente do Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto.
A remuneração por sangue e quaisquer tecidos humanos foi definitivamente proibida pela Constituição Federal de 1988. No ano de 2001, foi criado o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan), baseado na doação voluntária e não remunerada. “Nós completamos 25 anos do nosso sistema nacional de sangue e precisamos continuar promovendo a segurança de doadores e pacientes a partir da doação voluntária, anônima e altruísta”, afirmou a coordenadora-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria Carlos.
No site do Hemocentro de Brasília, é possível consultar os requisitos e outras informações relacionadas à doação de sangue: https://www.fhb.df.gov.br/doacao-de-sangue
A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital .
Agência CLDF
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